SABERES, IDENTIDADE E LUTA: III AQUILOMBAR CULTURAL DESTACA FORÇA QUILOMBOLA EM BANZAÊ

O III Aquilombar Cultural, realizado no último dia 07 de novembro, pelo Quilombo Terra da Lua, de Banzaê, foi um marco no Novembro Negro, iniciando com a Roda de Diálogo de Saberes: “Quilombo, Terreiro e Escola em Conversa”. O encontro reuniu lideranças quilombolas, representantes de terreiros, educadores da rede pública e entidades parceiras.
Durante a roda, foram discutidos temas como o fortalecimento das tradições e saberes quilombolas, os desafios do racismo e a ausência de políticas públicas eficazes. Contamos com a participação do poder público municipal, do Departamento de Cultura de Banzaê e de entidades como a Ater.
O papel da escola e do terreiro como espaços de aprendizado e resistência também foi tema de reflexão, com a presença de professores da rede municipal de Banzaê e da Universidade UNEB/Opará. A valorização das religiões de matriz africana e a educação antirracista foram destacadas por pai de Santo Neném e mãe de Santo Silvania, do terreiro Oxóssi de Serrinha-Bahia.


Outro ponto importante foi a discussão sobre como as pessoas LGBTQIAPN+ têm sido vistas e reconhecidas no campo quilombola e cultural, ressaltando a necessidade de promover respeito, inclusão e diálogo sobre diversidade em espaços de memória, tradição e resistência.
A fala de Tonha trouxe ainda mais força e reflexão ao evento. Entre as entidades parceiras, a ARCAS , através da sua colaboradora Joseane Dantas, esteve na condução da mesa de diálogo de saberes. Reinan Santana, representante da Arcas, reforçou a importância de fortalecer o diálogo entre a educação escolar e os saberes tradicionais.
O evento foi enriquecido com a exposição e comercialização de produtos da agricultura familiar, artesanato, bazar e visitas às casas de farinha, de sementes nativas da caatinga e à casa de cultura da comunidade. Para encerrar com alegria, houve apresentações dos quilombos Terra da Lua, Raso Veloso (Antas), Betânia (Cícero Dantas), Baixão dos Negros (Banzaê), Maria Preta (Banzaê), Serradinha (Fátima) e Baixão de Cima (Jeremoabo), além de uma marcante participação de Marlene do Berrante, celebrando a força, união e resistência que mantêm viva a memória quilombola.


Fotos: ASCOM Prefeitura

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